Tecnobank 8M: evento celebra a igualdade de gênero e a presença de mulheres em 50% dos cargos na empresa, incluindo a liderança

Em encontro realizado no Dia Internacional da Mulher, Tecnobank exalta as potências femininas da equipe em um bate-papo sobre diversidade, o papel dos homens como aliados e perspectivas sobre as mulheres no mercado de trabalho

Tecnobank 8M: evento celebra a igualdade de gênero e a presença de mulheres em 50% dos cargos na empresa, incluindo a liderança

Realizado no Radisson Vila Olímpia, em São Paulo, o evento Tecnobank 8M propôs um bate-papo liderado pela jornalista e especialista em Diversidade e Inclusão, Maíra Donnici, sobre a importância da igualdade de gênero no trabalho, bem como o papel dos homens como aliados na causa feminista e perspectivas sobre o futuro do mercado de trabalho no que diz respeito à equidade.

A enorme adesão, a equipe se reuniu em presencial e remotamente, por meio da transmissão online, para exaltar as potências femininas da empresa, que ocupam 50% de todo o quadro de colaboradores, bem como a metade dos cargos de alta liderança. Além de celebrar conquistas e dialogar sobre os desafios das mulheres no ambiente corporativo, o evento abordou o cenário atual da condição feminina nas organizações, com números que mostram que elas ocupam menos de 40% dos cargos de liderança. A palestrante também elencou estereótipos sociais que oprimem mulheres todos os dias, como o mito da mulher multitarefa, da mulher guerreira e os achismos sobre rendimento feminino e maternidade. Com vários homens sentados na primeira fileira, Maíra fez provocações e exaltou a importância de aliados na luta pela equidade. “A maior parte dos problemas do mundo poderia ser evitada se nos colocássemos no lugar do outro. A escuta ativa masculina é fundamental”, colocou.

De acordo com a consultoria empresarial McKinsey & Company, empresas com menos diversidade cultural e de gênero tendem a render até 29% menos em relação aos seus concorrentes do mesmo setor. Ponto reforçado por Andréia Malaquias, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional da Tecnobank, que subiu ao palco e deu um depoimento sobre sua vivência profissional com uma gestão que estimula a diversidade. Ela acredita que uma empresa diversa gera impacto social positivo, além de se beneficiar com produtividade. “A gente consegue identificar efeitos em clima e ambiente quando temos múltiplas identidade. Percebemos redução de conflitos, relação de pertencimento. Quando há engajamento, há melhores resultados”, compartilha.

Representatividade importa, sim!

Adriana Saluceste, diretora de Tecnologia e Operações da Tecnobank, sabe bem o que é ser “a única mulher na sala”, expressão bastante usada para descrever a presença de mulheres em ambientes com predominância masculina. Ela contou sua experiência na profissão, desde a faculdade até o desafio de acumular duas diretorias, há cinco anos. “Durante boa parte da minha vida estudantil e profissional, fui a única mulher. Por muito tempo, senti que precisava me especializar mais, mostrar mais conhecimento, para poder ser respeitada. Hoje, como liderança, percebo como é importante a presença de vozes femininas e diversas. E como é bom ter a minha voz respeitada. Sinto isso na empresa em que eu trabalho”, afirmou.

A representatividade dentro de uma empresa também funciona como um recado para quem chega: quando mulheres no início de carreira veem outras mulheres ocupando espaços, se tornando lideranças, elas se sentem motivadas e capazes. Foi assim, motivada, que Iasmim Mackoul, analista de Infraestrutura, ingressou na Tecnobank, um ano e três meses atrás. Os exemplos de mulheres na alta liderança foram citados na entrevista de recrutamento. Um motivo a mais para querer entrar. E, hoje, segue sendo uma razão para seguir e olhar para o futuro.

Para que esse engajamento seja promovido pelas lideranças, nada melhor do que mulheres em posições decisórias e estratégias para servirem de inspiração e de exemplo. “O papel da liderança é inspirar e a gente inspira pelo exemplo, que tem que ser genuíno. Se as lideranças têm um respeito genuíno às diferenças, ele ressona em toda a equipe”, considerou Renata Herani, diretora de Relações Institucionais e de Comunicação da Tecnobank. Renata foi mãe há pouco mais de dois anos. No fim do ano passado, acumulou a segunda diretoria. “A maternidade é um papel complementar a todos os outros que eu exerço. Filha, mulher, amiga, esposa, profissional. É claro que amplifica a complexidade de equilibrar todos eles, mas aumenta também a responsabilidade. Sinto que a minha potência aumentou à medida que aumentou a minha responsabilidade, minha complexidade, meu senso de urgência, meu cansaço. Aumentou a minha realização de um modo geral, em todos os papéis que se complementam”, resumiu Renata.

Além do 8 de março

Abordar a temática de gênero e da diversidade e investir no letramento de lideranças e equipes é mais uma forma de engajar e de reforçar o compromisso com as pautas atuais não só em datas específicas. Para Carlos Santana, presidente da Tecnobank, um objetivo e uma maneira de fazer a diferença todos os dias. “Eu acho que a diversidade tem que ser respeitada em todos os aspectos. Com isso, você consegue visualizar o máximo da linha do horizonte. O preconceito e a discriminação opacam as visões e fazem com que as pessoas deixem de visualizar oportunidades de negócios e de crescimento pessoal. Esse respeito à diversidade foi acontecendo dentro da Tecnobank de uma maneira natural, a partir da inexistência do preconceito e de qualquer discriminação. É preciso enxergar o ser humano pela forma como ele vê o mundo e não pela forma como a gente vê o mundo”, concluiu.

Por fim, a Tecnobank anunciou, no encerramento do evento 8M, um projeto para dar continuidade à discussão sobre gênero: um videocast de cinco episódios com grandes nomes femininos de diferentes setores da Economia, para contar histórias cativantes e trazer discussões sobre evoluções, complexidades e perspectivas em cada campo.