Ecossistemas globais de inovação viabilizam oportunidades de evolução financeira e tecnológica a empresas brasileiras

A diretora de TI & Operações da Tecnobank, Adriana Saluceste, compartilha os aprendizados adquiridos na imersão de negócios realizada pela delegação enviada ao Panamá

Ecossistemas globais de inovação viabilizam oportunidades de evolução financeira e tecnológica a empresas brasileiras

A importância da internacionalização para os setores de inovação e tecnologia no Brasil tem se destacado entre empresas de diferentes segmentos. Isso porque o aumento de startups e o amadurecimento de ecossistemas de inovação em diversos países possibilita, além das conexões globais feitas a partir de imersões e missões executivas especiais, a absorção de práticas e tendências a serem adaptadas para cada tipo de negócio em nosso país.

Nesse contexto, as organizações brasileiras têm investido em viagens internacionais para que seus líderes e gestores possam conhecer os principais hubs de inovação ao redor do mundo, possibilitando aos colaboradores a imersão em modelos de negócios estrangeiros a partir de visitas técnicas, atividades com empresários e troca de experiências por meio de um networking qualificado, viabilizando, assim, um ambiente favorável ao desenvolvimento de novas práticas e ideias que impulsionem o crescimento econômico e a evolução tecnológica – aumentando a vantagem competitiva das companhias nacionais.

A convite da Gouvêa Ecosystem, empresa que atua há 35 anos nos setores de Consumo, Varejo e Distribuição, participei da Delegação Internacional de Negócios no Panamá, que reúne líderes empresariais, membros das embaixadas brasileira e panamenha e representantes de associações e instituições de ensino com o intuito de aproximar os participantes das oportunidades de negócios viabilizadas pelo ecossistema de inovação do país latino-americano.

Alguns pontos me chamaram a atenção ao longo dos dois dias em que pude acompanhar de perto as iniciativas apresentadas para o fomento da inovação – e entre elas, destaco três a seguir, para fazer jus ao que aprendi e vivenciei por lá: o compartilhamento de experiências e conhecimento!

Cidade do Saber

Fundado em 1995, trata-se de um complexo de inovação, educação e cultura localizado na capital panamenha, que abriga universidades, centros de pesquisa e treinamento, startups e diversas instalações culturais, como teatros e galerias de arte, atuando como um espaço multidisciplinar e colaborativo, no qual instituições, empresas, organizações e indivíduos podem se reunir e cooperar em prol do conhecimento, do empreendedorismo e do desenvolvimento econômico e social do país.

Incentivo ao empreendedorismo

O apoio às pequenas e médias empresas com recursos financeiros e iniciativas de capacitação e inovação também têm destaque na agenda governamental panamenha, com destaque para esforços relacionados à digitalização, bancarização e uso de mecanismos inovadores de financiamento, por meio de fintechs. O principal objetivo do governo é transformar o país em um centro de inovação digital em até 10 anos, impulsionando o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação, transformando o Panamá em um “hub digital”.

Intercâmbio de experiências

Embora Brasil e Panamá sejam países próximos e pertencentes à América, a troca cultural e o compartilhamento de perspectivas relacionadas a negócios, tecnologia e inovação é bastante incentivado – seja por meio de imersões para executivos, como a que eu participei, como pela realização de programas de treinamento e capacitação – bem como a criação de centros de negócios e incubadoras de startups, com o objetivo de atrair empreendedores e profissionais de todas as partes do mundo e, a partir daí, estabelecer trocas e conexões com pessoas, empresas e investidores.