Com apoio da Tecnobank, Acrefi realiza live sobre inteligências artificial e humana

24/06/2020 14:32 - Atualizado às 14:36

Com apoio da Tecnobank, Acrefi realiza live sobre inteligências artificial e humana

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) realizou, com apoio da Tecnobank, um evento online para mais de 200 pessoas, sobre as possibilidades de transformação digital proporcionadas pela inteligência artificial – e a importância da inteligência humana nesse processo de desenvolvimento.
 
Com abertura de Luis Eduardo da Costa Carvalho, vice-presidente da Acrefi, e mediação de Cleber Martins, Consultor de Operações da Acrefi, o debate contou ainda com a participação de Percival Lucena, pesquisador do IBM Research Lab Brazil, Cauê de Oliveira, diretor de capacitação do Great Place to Work Brasil e Fernando Manfio, Business Development Sr. Director na FICO.
 
Todos eles foram unânimes quanto aos impactos positivos que a inteligência artificial proporciona ao mercado financeiro, tanto no que diz respeito à análise de sinistros, modelagem de crédito, cobrança e oferta de produtos à prevenção de fraudes e mitigação de riscos. “Quando recebemos um e-mail avisando que o nosso cartão de crédito foi usado em um lugar atípico, é a IA detectando uma compra fora do padrão, gerando um alerta e bloqueando essa transação. O aprendizado de máquina conhece todo o nosso histórico de consumo e identifica, a partir do perfil do consumidor, quando ocorre uma transação suspeita, detectando, assim, operações fraudulentas”, explica Lucena.

 

Ainda nesse contexto, o especialista fala sobre outros setores impactados pela inteligência artificial. “Na saúde, por exemplo, é possível realizar diagnósticos precisos por meio de imagens, informações genéticas, histórico do paciente e status da doença, bem como orientar médicos a tomarem decisões mais assertivas quanto ao tipo de tratamento para cada paciente”, pontua. Já no entretenimento, além de recomendações de músicas, filmes e séries, a IA permite que empresas criem assistentes de voz personalizados, que têm capacidade para reproduzir falas idênticas à de celebridades e até mesmo de artistas que já morreram.

 

Neste cenário, entretanto, os convidados destacaram a inteligência humana como imprescindível, seja por meio dos pensamentos críticos ou das múltiplas habilidades das pessoas, que criam soluções inovadoras e cada vez mais personalizadas e relevantes a clientes de diferentes segmentos. “A tecnologia está a serviço do ser humano, e não o contrário”, afirma o representante da GPTW Brasil. Oliveira esclarece ainda o conceito de “touchnologia”, que concilia o melhor da tecnologia com o melhor do ser humano – ou, na prática, a aplicação da inteligência artificial para complementar e aprimorar experiências e relações humanas. “Uma revolução não ocorre quando a sociedade adota novas tecnologias e sim quando adota novos comportamentos”, frisa.

 

Sobre esse aspecto, Manfio destaca a singularidade do olhar humano acerca das situações, sejam elas empresariais ou pessoais. “A inteligência humana dá base a qualquer decisão. O ‘pensar’, o ‘sentir’ e o agir’ são os três elementos essenciais para escolher caminhos assertivos, tanto nos negócios como em nossa vida pessoal. Não adianta termos tecnologia de ponta se não percebemos esse processo fundamental nas decisões do dia a dia”, enfatiza. Para ele, o segredo das empresas eficientes é a união da inteligência humana com a artificial. “Diferentemente da IA, que é orientada por algoritmos, o discernimento humano deve ser guiado por um propósito. O poder da decisão está na intenção e na consciência, pautada no conhecimento e na confiança”, completa.

 

No âmbito corporativo, portanto, os especialistas indicam que a chave para o sucesso das empresas nessa nova era é a reinvenção, norteada pela busca de um propósito. “A tecnologia permite que a gente se adapte a novas realidades. Porém, a transformação digital não acontece caso não haja revisão de processos e, sobretudo, uma busca minuciosa pelo valor das atividades desempenhadas e pelo principal motivo de existência do negócio”, sugere Lucena. “O grande papel das organizações é ressignificar seus conceitos diante de um mundo pós-pandêmico, com novos valores e missões”, complementa o diretor da GPTW Brasil.

O vice-presidente da Acrefi encerrou a live reforçando a importância de uma mudança na forma de olharmos para o mundo e para nós mesmos. “Saber se reinventar diante dos desafios é a maior virtude humana. Seguiremos buscando, com criatividade, uma forma diferente de fazer aquilo que já fazíamos, mas agora, em um novo panorama, após a pandemia”, finaliza.